segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Magia do fim de ano

Às vezes a época da passagem de ano não parece ter nada de especial para alem de ser o final de Dezembro e inicio de Janeiro, contudo nem sempre é sentida assim assim, ou pelo não para toda a gente. Para além de ser o fim de um mês e inicio de outro é também o fim de um ano e inicio de outro, o que torna esta época mais propicia a balanços e resoluções para o futuro. Há varias ocasiões propicias a tais reflexões, mas esta parece ser das mais generalizadas.

À medida que nos distanciamos no tempo dos acontecimentos começamos a explorar outras perspectivas, fazemos re-avaliações e novas interpretações. O fim do ano pode ser pensado como o fim de mais uma etapa. É uma boa altura para pensar no que se tem feito e ver se está de acordo com planos/expectativas iniciais. Há o risco de se tornar nostálgico mas também podemos ter surpresas principalmente se for uma reflexão realista. É inevitável que uma boa parte das expectativas tenham saído furadas, que se fique desiludido com outras pessoas ou com nós mesmos em determinados acontecimentos, mas provavelmente também houve imprevistos e desenrolares que não estavam nos planos e se revelaram melhores do que se esperava. A par desta reflexão vem a nossa vontade de mudar tudo o que nos parece errado ou incompleto, fazemos novos planos e tomamos decisões para o novo ano. Sem saber muito bem porque, esta é também uma época em que gozamos de algum optimismo e esperança, daí que se estabeleçam objectivos que nunca passarão de desejos, mas que nos fazem acreditar que é possível e a querer correr mais riscos para lá chegar. Este é um estado que dura alguns dias ou até semanas, mas que se pode dissipar com o tempo se a vontade não for realmente forte. Há um aumento nas inscrições e idas ao ginásio ou corridas, por alguns dias come-se mais saudável, somos mais organizados e assertivos, somos mais confiantes, arriscamos mais e amamos mais. Depois vamos lentamente entrando novamente na rotina, as novas resoluções começam a ficar menos presentes e volta tudo ao normal, salvo algumas excepções.

É um ciclo que se repete todos os anos ou a cada vez que alguém decide fazer um balanço e repensar objectivos.

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