Se pensarmos um bocadinho é fácil identificar vários novos hábitos amplamente enraizados que são resultado da evolução tecnológica dos últimos tempos. Com o aparecimento e modernização dos telemóveis (inteligentes ou não) e a nossa mania de estar permanentemente contactável e em contacto surgiram novos habitos e por assim dizer novos perigos. Prova disso são as cabeçadas, as quedas, os encontrões e eventualmente atropelos a que ficam sujeitos os seres que decidem se deslocar na rua enquanto lêem/escrevem mensagens ou fazem outro tipo de actividade no telemóvel que absorva atenção. O multitasking é quase sempre aliciante, mas ao que parece, nestes casos, é perigoso. O assunto está ser estudado e levado a sério em alguns países e já há quem defenda multa para os infractores, nomeadamente nos Estados Unidos, tal como se pode ler aqui.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Princípios
Não gosto muito de regras rígidas, prefiro princípios. Alguns foram mudando e hão-de mudar, mas há outros de que dificilmente abdicaria. Um dos princípios básicos que aplico à convivência com outras pessoas, é o de nunca exigir mais do que aquilo que eu estou disposta a dar. Até agora parece-me que funciona bem e adequa-se a quase todos os tipos de relações, com os devidos ajustes claro. Faz-me confusão quando as pessoas esperam demais sem se quererem comprometer ou sem se questionar se estariam dispostas a fazer isso se estivessem do outro lado, vulgarmente conhecido por colocar-se no lugar da outra pessoa.
Depois há ainda as pessoas que têm a ambição de modelar os outros à sua maneira de ser e hábitos. Parece-me sempre um ponto de partida para um monte de problemas e desilusões. Por outro lado, uma acção forçada perde todo o seu encanto e valor. É quase uma questão de orgulho ou respeito próprio, ou é livre e espontâneo ou não vale a pena ser. É lógico que haverá adaptações ou ajustes que um e outro farão com vista a melhor sintonia, mas sentir que é necessário mudar a essência para cumprir requisitos parece-me um preço demasiado elevado que pode ou não justificar, tendo em conta aquilo que se pretende da relação.
É claramente mais fácil manter sempre uma postura ou atitude que é natural em nós e não imposta por outra pessoa ou pela nossa vontade de agradar contudo, há coisas que vamos mudando, mas por nós, porque estamos numa fase diferente, porque a nossa visão é outra ou porque achamos que é altura de fazer as coisas de forma diferente.
O ponto critico é quando nos vemos a fazer coisas "estranhas" por outras pessoas, não porque seja um habito em nós, mas porque gostamos dessas pessoas ao ponto de as querermos ver bem e nos dá gozo fazer essas adaptações. O que é que nos move? Não foi imposto pelo outro e não estamos preocupados em agradar (ou melhor, talvez estejamos, mas não ao ponto de dissimular vontades) é algo natural. Pode parecer altruísta, talvez o seja mas a maioria das vezes a recompensa chega na forma de endorfinas. Não nos tornamos serventes nem escravos, nem nos sentimos dessa forma, somos livres para fazer o que queremos e escolhemos fazer alguma coisa por outra pessoa. Fazemo-lo porque nos vamos sentir bem ao fazer a outra pessoa sentir-se bem, é empatia, é amor, é socialização? Talvez. Qualquer coisa será.
Depois há ainda as pessoas que têm a ambição de modelar os outros à sua maneira de ser e hábitos. Parece-me sempre um ponto de partida para um monte de problemas e desilusões. Por outro lado, uma acção forçada perde todo o seu encanto e valor. É quase uma questão de orgulho ou respeito próprio, ou é livre e espontâneo ou não vale a pena ser. É lógico que haverá adaptações ou ajustes que um e outro farão com vista a melhor sintonia, mas sentir que é necessário mudar a essência para cumprir requisitos parece-me um preço demasiado elevado que pode ou não justificar, tendo em conta aquilo que se pretende da relação.
É claramente mais fácil manter sempre uma postura ou atitude que é natural em nós e não imposta por outra pessoa ou pela nossa vontade de agradar contudo, há coisas que vamos mudando, mas por nós, porque estamos numa fase diferente, porque a nossa visão é outra ou porque achamos que é altura de fazer as coisas de forma diferente.
O ponto critico é quando nos vemos a fazer coisas "estranhas" por outras pessoas, não porque seja um habito em nós, mas porque gostamos dessas pessoas ao ponto de as querermos ver bem e nos dá gozo fazer essas adaptações. O que é que nos move? Não foi imposto pelo outro e não estamos preocupados em agradar (ou melhor, talvez estejamos, mas não ao ponto de dissimular vontades) é algo natural. Pode parecer altruísta, talvez o seja mas a maioria das vezes a recompensa chega na forma de endorfinas. Não nos tornamos serventes nem escravos, nem nos sentimos dessa forma, somos livres para fazer o que queremos e escolhemos fazer alguma coisa por outra pessoa. Fazemo-lo porque nos vamos sentir bem ao fazer a outra pessoa sentir-se bem, é empatia, é amor, é socialização? Talvez. Qualquer coisa será.
Inovação
“We didn’t want to do the same things that everyone else is doing, and expect different outcomes,”
De há uns tempos para cá comecei a interessar-me por inovação. Inovação caracteriza-se pela criação de produtos, processos, tecnologias ou serviços mais eficientes e melhores com aceitação pelo mercado. Bem, o meu interesse, para já, não é criar nada para lançar no mercado, mas a ideia subjacente ao processo criativo é aliciante.
O paradigma da investigação para desenvolvimento do conhecimento tem vindo a mudar nos últimos tempos, deixámos de ter investigadores a trabalhar de forma isolada para passarmos à crescente tendência das parcerias e colaborações. Tendo em conta que os fundos disponíveis para a investigação escasseiam e que a diversidade pode ser uma mais valia para o desenvolvimento de novas visões e ideias, penso que só temos a ganhar com este tipo de abordagem.
Esta semana, a Universidade de Michigan anunciou um mecanismo de inovação inovador-Mcubed, que consiste na atribuição de fundos apenas por colaborar com uma ideia. É ambicioso e talvez um pouco arriscado, mas a funcionar será sem duvida um bom estimulo à criatividade e inovação.
Thomas Zurbuchen (Nature news blog)
De há uns tempos para cá comecei a interessar-me por inovação. Inovação caracteriza-se pela criação de produtos, processos, tecnologias ou serviços mais eficientes e melhores com aceitação pelo mercado. Bem, o meu interesse, para já, não é criar nada para lançar no mercado, mas a ideia subjacente ao processo criativo é aliciante.
O paradigma da investigação para desenvolvimento do conhecimento tem vindo a mudar nos últimos tempos, deixámos de ter investigadores a trabalhar de forma isolada para passarmos à crescente tendência das parcerias e colaborações. Tendo em conta que os fundos disponíveis para a investigação escasseiam e que a diversidade pode ser uma mais valia para o desenvolvimento de novas visões e ideias, penso que só temos a ganhar com este tipo de abordagem.
Esta semana, a Universidade de Michigan anunciou um mecanismo de inovação inovador-Mcubed, que consiste na atribuição de fundos apenas por colaborar com uma ideia. É ambicioso e talvez um pouco arriscado, mas a funcionar será sem duvida um bom estimulo à criatividade e inovação.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Uma senhora
Metade do que sou
Metade do que sou
É alegria
A outra metade
Melancolia.
Metade do que sou
É esperança
A outra metade
Desconfiança
Metade do que sou
É solidão
A outra metade
Festa
Metade do que sou
É turbilhão
A outra metade
Silêncio.
Quem me dera poder ser
Apenas a metade
Que tu desejas ter!
Helena Sacadura Cabral
É alegria
A outra metade
Melancolia.
Metade do que sou
É esperança
A outra metade
Desconfiança
Metade do que sou
É solidão
A outra metade
Festa
Metade do que sou
É turbilhão
A outra metade
Silêncio.
Quem me dera poder ser
Apenas a metade
Que tu desejas ter!
Helena Sacadura Cabral
Descobri alguns textos desta senhora depois de ver a entrevista do alta definição. As nossas histórias são provavelmente o que mais marca e define a maneira de ser ao longo da nossa existência. Não há histórias nem pessoas iguais, mas há pessoas que têm uma forma muito especial de digerir e encarar a vida, penso que Helena Sacadura Cabral é uma dessas pessoas. Nesta entrevista expõem uma filosofia de vida e visão sobre a condição humana bastante interessante e talvez até invulgar para a sua geração e tantas outras que se seguiram. Vale a pena ver.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Somos o que dizemos
Parece que a nossa maneira de escrever e falar diz mesmo mais sobre nós do que se suspeitava. O psicólogo James Pennebaker, defensor da escrita expressiva interessou-se pela forma como as pessoas se revelam através da maneira como falam e escrevem. Daí resultou o livro The Secret Life of Pronouns, onde explica a relação entre o uso da linguagem natural, a personalidade e vida social. Parte da sua investigação baseia-se num programa de analise linguística que calcula a percentagem de palavras de um dado texto pertencente a diferentes categorias.
No site do livro pode ainda encontrar-se alguns testes que põem a prova a nossa linguagem e a nossa capacidade de interpretação da linguagem alheia.
No site do livro pode ainda encontrar-se alguns testes que põem a prova a nossa linguagem e a nossa capacidade de interpretação da linguagem alheia.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Medo
Aparentemente o vídeo foi colocado online ontem e não para de somar visualizações. Percebe-se porquê, de um lado uma leoa a tentar alcançar o que lhe parecia ser um bom jantar, do outro um miúdo completamente descontraído, no seu mundo, sem mostrar quaisquer sinais de medo perante tamanho animal. A leoa atraída pelo padrão das riscas pretas e brancas, num ser pequeno e aparentemente fácil de alcançar, pré-definida para as associar a uma boa presa, certamente não contava com a resistência apresentada pelo vidro. Já o miúdo não sente a ameaça, apenas curiosidade, afinal o medo e a noção de perigo é algo que se aprende, não vem de fabrico.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Pouco sentido
"What do you want a meaning for? Life is a desire, not a meaning."
Charlie Chaplin
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| Thailand Picture |
Nunca achei muita piada às interpretações que se faziam dos poemas nas aulas de Português. A piada de ler bons textos ou ideias é que nunca chegamos a saber os reais sentimentos ou motivações por detrás da sua escrita. Podemos suspeitar ou andar la perto, mas a maioria das vezes a mensagem ganha uma nova vida e sentido nos meandros dos nossos neurónios. Não vale a pena forçar interpretações, cada pessoa encontrará a que lhe faz mais sentido.
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