Hoje é o famoso dia de São Valentim. Não fosse um dia tão associado ao apelo consumista, tipo Natal mas em um pouco mais restrito, era pretexto bastante simpático para festejar o amor, os relacionamentos e todas essas coisas associadas.
Mesmo que não sejamos grandes adeptos de dias temáticos, é inevitável não pensar um pouco neles e ou fazer uma pequena análise da situação. No que diz respeito a amores, está na nossa natureza a procura de um semelhante com quem possamos partilhar vivências e com sorte uma boa parte da vida. Encontrar alguém que nos aceite e nos ame e se deixe amar. É um dos factores que contribui para a nossa felicidade/realização, mas também ansiedade e desilusão. Não há uma formula que se aplique a toda a gente ou que funcione sempre, mas há padrões de comportamento que por experiência própria e alheia sabemos se é ou não o bom caminho.
Há um ano atrás, precisamente neste dia, fiz um post semi lamechas sobre o assunto, onde expressei a minha admiração pelos que entendem e cultivam o amor. Um ano depois continuo a achar que é tarefa difícil e proponho-me a dar inicio a uma nova rotina neste blogue. A ideia é escrever uma vez por mês especificamente sobre a temática dos relacionamentos, não que eu seja especialista na matéria, mas porque, como qualquer pessoa, tenho as minha teorias sobre o assunto e talvez seja um desafio engraçado passa-las para a forma escrita e porque não partilha-las também aqui. É uma tarefa algo arriscada porque a nossa perspectiva sobre este assunto varia muito consoante a nossa posição e estado de alma, mas certamente vai ser bom observar a evolução da coisa. Por outro lado comprometo-me a escrever apenas sobre aquilo em que realmente acredito, embora tenha noção de que da teoria a pratica haja alguns desvios, inerentes ao facto de não nos conhecermos completamente nem termos capacidade de controlar tudo aquilo que sentimos ou fazemos.
Happy Saint Valentine's day!!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Colhe o dia
Hoje fica apenas um poema, porque ainda há muito para colher!
Colhe o Dia, porque És Ele
Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.
Ricardo Reis, in "Odes"
Colhe o Dia, porque És Ele
Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.
Ricardo Reis, in "Odes"
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Para bem da economia
Se por um lado há séculos que se cobiça o elixir da vida eterna, por outro há quem defenda que se devia deixar morrer os velhos para beneficio da economia, como disse o ministro japonês Taro Aso. Se há quem invista dinheiro, tempo e trabalho árduo na procura de tratamentos para as doenças que inevitavelmente vão afectar uma parte da população, há quem pense que não vale a pena reunir esforços para tratar as pessoas a partir de um certo momento, pois isso representa elevados custos com zero benefícios para a economia.
É estranho e perigoso pensar assim, digo eu.
O Japão é um dos países em que a esperança média de vida é mais elevada, cerca de 87 anos no caso das mulheres e 80 anos para os homens. Embora o envelhecimento seja inevitável, para Taro Aso, é um problema e deve ser resolvido. Talvez devesse haver um limite para se receber cuidados de saúde, uma validade, como se até determinado ponto se devesse tratar e a partir daí se devesse deixar morrer. Certamente que este senhor nunca passou muito tempo num hospital ou unidade de cuidados continuados. É claro que deve haver limites, não é razoável prolongar artificialmente a vida humana a qualquer custo, mas decidam de uma vez se querem viver mais ou ser deixados morrer em casos mais complexos.
Quando nós consideramos o envelhecimento não um problema a ser resolvido mas uma alteração inevitável com a qual temos que conviver pode-se começar a pensar em formas de maximizar os benefícios públicos e privados do envelhecimento enquanto se minimiza os efeitos das doenças associadas. É possível associar longevidade e qualidade de vida a oportunidades de negócio, a responsabilidade social, a melhor educação. Enquanto houver doenças que possam ser evitadas através da alteração dos hábitos de vida, há margem para reduzir os custos de saúde ou pelo menos responsabilizar de alguma forma os candidatos a essas doenças e aos cuidados de saúde que poderiam ser evitados.
Eu, que não sou da área da economia, acho abusivo defender uma morte mais célere para os enfermos com simples intuito de beneficiar a economia. Daqui a pouco vão chegar à conclusão que os presos, os portadores de deficiência profunda e porque não os desempregados (entres outros grupos pouco produtivos) não trazem beneficio para a economia, o que se vai fazer com eles?
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Mente dispersa
A mente humana tem uma capacidade ilimitada o que faz com que disperse facilmente quando não tem uma carga de ocupação suficiente ou quando estamos a tentar focar em algo, mas preocupados com outra coisa.
Ontem estava no metro e reparei precisamente nisso. É comum encontrar pessoas com o olhar no vazio e o pensamento distante. É uma reacção semi automática, num momento estamos a ler ou a observar a paisagem e vamos sendo invadidos por pensamentos sobre coisas que não têm muito a ver e aí a mente vagueia, quase como quando sonhamos, nem sempre tem sentido, nem sempre tem elo de ligação, ás vezes nem nos damos conta que aconteceu. Os olhos continuam a ler ou a registar imagens, mas no final não nos lembramos de nada do que lemos ou vimos. Pequenas coisas fazem-nos regressar "à terra". Têm piada porque nem sempre são pensamentos racionais, é como se o nosso cérebro estivesse a tentar encontrar explicações ou a testar hipóteses para acontecimentos reais ou hipotéticos, sem grandes filtros ou censuras. Volta e meia acontece-me e fico espantada com a criatividade e de uma mente dispersa.
Ontem estava no metro e reparei precisamente nisso. É comum encontrar pessoas com o olhar no vazio e o pensamento distante. É uma reacção semi automática, num momento estamos a ler ou a observar a paisagem e vamos sendo invadidos por pensamentos sobre coisas que não têm muito a ver e aí a mente vagueia, quase como quando sonhamos, nem sempre tem sentido, nem sempre tem elo de ligação, ás vezes nem nos damos conta que aconteceu. Os olhos continuam a ler ou a registar imagens, mas no final não nos lembramos de nada do que lemos ou vimos. Pequenas coisas fazem-nos regressar "à terra". Têm piada porque nem sempre são pensamentos racionais, é como se o nosso cérebro estivesse a tentar encontrar explicações ou a testar hipóteses para acontecimentos reais ou hipotéticos, sem grandes filtros ou censuras. Volta e meia acontece-me e fico espantada com a criatividade e de uma mente dispersa.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Magia do fim de ano
Às vezes a época da passagem de ano não parece ter nada de especial para alem de ser o final de Dezembro e inicio de Janeiro, contudo nem sempre é sentida assim assim, ou pelo não para toda a gente. Para além de ser o fim de um mês e inicio de outro é também o fim de um ano e inicio de outro, o que torna esta época mais propicia a balanços e resoluções para o futuro. Há varias ocasiões propicias a tais reflexões, mas esta parece ser das mais generalizadas.
À medida que nos distanciamos no tempo dos acontecimentos começamos a explorar outras perspectivas, fazemos re-avaliações e novas interpretações. O fim do ano pode ser pensado como o fim de mais uma etapa. É uma boa altura para pensar no que se tem feito e ver se está de acordo com planos/expectativas iniciais. Há o risco de se tornar nostálgico mas também podemos ter surpresas principalmente se for uma reflexão realista. É inevitável que uma boa parte das expectativas tenham saído furadas, que se fique desiludido com outras pessoas ou com nós mesmos em determinados acontecimentos, mas provavelmente também houve imprevistos e desenrolares que não estavam nos planos e se revelaram melhores do que se esperava. A par desta reflexão vem a nossa vontade de mudar tudo o que nos parece errado ou incompleto, fazemos novos planos e tomamos decisões para o novo ano. Sem saber muito bem porque, esta é também uma época em que gozamos de algum optimismo e esperança, daí que se estabeleçam objectivos que nunca passarão de desejos, mas que nos fazem acreditar que é possível e a querer correr mais riscos para lá chegar. Este é um estado que dura alguns dias ou até semanas, mas que se pode dissipar com o tempo se a vontade não for realmente forte. Há um aumento nas inscrições e idas ao ginásio ou corridas, por alguns dias come-se mais saudável, somos mais organizados e assertivos, somos mais confiantes, arriscamos mais e amamos mais. Depois vamos lentamente entrando novamente na rotina, as novas resoluções começam a ficar menos presentes e volta tudo ao normal, salvo algumas excepções.
É um ciclo que se repete todos os anos ou a cada vez que alguém decide fazer um balanço e repensar objectivos.
À medida que nos distanciamos no tempo dos acontecimentos começamos a explorar outras perspectivas, fazemos re-avaliações e novas interpretações. O fim do ano pode ser pensado como o fim de mais uma etapa. É uma boa altura para pensar no que se tem feito e ver se está de acordo com planos/expectativas iniciais. Há o risco de se tornar nostálgico mas também podemos ter surpresas principalmente se for uma reflexão realista. É inevitável que uma boa parte das expectativas tenham saído furadas, que se fique desiludido com outras pessoas ou com nós mesmos em determinados acontecimentos, mas provavelmente também houve imprevistos e desenrolares que não estavam nos planos e se revelaram melhores do que se esperava. A par desta reflexão vem a nossa vontade de mudar tudo o que nos parece errado ou incompleto, fazemos novos planos e tomamos decisões para o novo ano. Sem saber muito bem porque, esta é também uma época em que gozamos de algum optimismo e esperança, daí que se estabeleçam objectivos que nunca passarão de desejos, mas que nos fazem acreditar que é possível e a querer correr mais riscos para lá chegar. Este é um estado que dura alguns dias ou até semanas, mas que se pode dissipar com o tempo se a vontade não for realmente forte. Há um aumento nas inscrições e idas ao ginásio ou corridas, por alguns dias come-se mais saudável, somos mais organizados e assertivos, somos mais confiantes, arriscamos mais e amamos mais. Depois vamos lentamente entrando novamente na rotina, as novas resoluções começam a ficar menos presentes e volta tudo ao normal, salvo algumas excepções.
É um ciclo que se repete todos os anos ou a cada vez que alguém decide fazer um balanço e repensar objectivos.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Mais olhos que barriga
Há duas noticias que se têm vindo a tornar frequentes e são bastantes preocupantes em termos de causas e impacto. Uma delas diz respeito ao níveis de desperdício de comida que supostamente se verifica em Portugal, tal como em muitos outros países "desenvolvidos" e a outra é sobre o excesso de peso observado em mais de metade das crianças com 5 anos.
Há desperdício de comida a vários níveis da cadeia de consumo e boa parte é mesmo no consumidor final.
Nos últimos anos têm surgido medidas com vista ao reaproveitamento de comida/sobras em restaurantes para distribuição por pessoas com mais dificuldades em ter acesso a esse bem essencial, tal como se lê no Publico. O problema é que parte da população (a que não está habituada a grandes dificuldades e racionamento) tem mais olhos que barriga e uma certa perguicite na hora de reaproveitar sobras. Por outro lado as crianças andam a comer em maior quantidade e/ou pior qualidade nutricional para alem de se mexerem menos.
Ainda se ouve a desculpa de que os alimentos saudáveis são mais caros, basta comparar o preço de uma sopa com o de uma refeição pré-cozinhada/congelada ou pensar no que se pode fazer com um kg de arroz e alguns legumes, não me parece que a razão para comer pior seja mesmo o dinheiro. Fala-se também de menos tempo e eventualmente paciência para gastar na cozinha o que vai contribuindo para a procura de soluções mais rápidas e praticas.
Não é um problema exclusivo do nosso país ou dos novos tempos, mas é uma tendência que se tem vindo a instalar. Cada um saberá a melhor forma de gerir a sua despensa, cozinha e mesa de jantar. Quanto à carteira e à saúde todos queremos acreditar que estamos a fazer o melhor que podemos e também não se pode privar de tudo, mas nalguns aspectos é preciso ser mais realista e ter noção das consequências e contrapartidas.
Há desperdício de comida a vários níveis da cadeia de consumo e boa parte é mesmo no consumidor final.
Nos últimos anos têm surgido medidas com vista ao reaproveitamento de comida/sobras em restaurantes para distribuição por pessoas com mais dificuldades em ter acesso a esse bem essencial, tal como se lê no Publico. O problema é que parte da população (a que não está habituada a grandes dificuldades e racionamento) tem mais olhos que barriga e uma certa perguicite na hora de reaproveitar sobras. Por outro lado as crianças andam a comer em maior quantidade e/ou pior qualidade nutricional para alem de se mexerem menos.
Ainda se ouve a desculpa de que os alimentos saudáveis são mais caros, basta comparar o preço de uma sopa com o de uma refeição pré-cozinhada/congelada ou pensar no que se pode fazer com um kg de arroz e alguns legumes, não me parece que a razão para comer pior seja mesmo o dinheiro. Fala-se também de menos tempo e eventualmente paciência para gastar na cozinha o que vai contribuindo para a procura de soluções mais rápidas e praticas.
Não é um problema exclusivo do nosso país ou dos novos tempos, mas é uma tendência que se tem vindo a instalar. Cada um saberá a melhor forma de gerir a sua despensa, cozinha e mesa de jantar. Quanto à carteira e à saúde todos queremos acreditar que estamos a fazer o melhor que podemos e também não se pode privar de tudo, mas nalguns aspectos é preciso ser mais realista e ter noção das consequências e contrapartidas.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Fim do mundo
Toda a gente já deve ter ouvido alguma história sobre um Apocalipse, previsto no tempo, que iria dizimar a espécie humana da terra e outras formas de vida. Eventualmente começa pela constatação de algum facto mais suspeito ou interpretação abusiva de algum sinal, depois a criação da teoria, propagação e instalação do pânico e eventualmente preparação para o fim do mundo, que até agora ainda não acabou. Nos dias de hoje não é difícil partilhar teorias e encontrar outras pessoas que acreditem nessas mesmas teorias, dando uma nova dimensão aos acontecimentos.
A mais recente e popular é a do fim do calendário maia, que segundo os entendidos é um pressagio para o fim do mundo dia 21.12.2012. Há varias teorias que suportam a ideia do fim do mundo, havendo inclusive sites dedicados a dicas de sobrevivência para o acontecimento, como é o caso do Survive 2012 - The official Survival Guide for Dec 21 2012. . Algumas destas teorias podem ficar esclarecidas num vídeo apresentado pela NASA. Será o fim do mundo, um dia de mudança, ou apenas mais um?
A mais recente e popular é a do fim do calendário maia, que segundo os entendidos é um pressagio para o fim do mundo dia 21.12.2012. Há varias teorias que suportam a ideia do fim do mundo, havendo inclusive sites dedicados a dicas de sobrevivência para o acontecimento, como é o caso do Survive 2012 - The official Survival Guide for Dec 21 2012. . Algumas destas teorias podem ficar esclarecidas num vídeo apresentado pela NASA. Será o fim do mundo, um dia de mudança, ou apenas mais um?
DECEMBER 21 2012 - END OF THE WORLD?
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