"If a way to the better there be, it lies in taking a full look at the worst."
Pensar na morte está longe de ser considerado um pensamento positivo, contudo há evidencias de que ter uma noção realista do inevitável fim da vida tem consequências positivas. Quando se pensa no futuro a longo prazo, há poucas coisas que podemos imaginar como certas, excepto a morte. Natural e inevitável, a noção de que não somos eternos coloca uma pressão adicional para não adiarmos eternamente os planos e objectivos de vida, para valorizarmos pequenas coisas e pessoas, reorganizar prioridades e ter mais cuidado com a nossa saúde e bem estar. Cientificamente provado e defendido por Kenneth E. Vail III neste artigo, ter noção da finitude da vida motiva atitudes e comportamentos de protecçao e bem estar. Talvez devêssemos deixar de pensar/falar na morte como tema tabu ou um sinal de depressão ou pessimismo.
A maneira como encaramos o tema varia, certamente, com a idade e circunstâncias pessoais. Há a idade em que nem nos passa pela cabeça que as coisas não vão ser assim para todo o sempre e depois, a pouco e pouco, ou de forma mais brusca, começamos a pensar no assunto. Se partilharmos a ideia com alguém o mais certo é sermos encorajados e deixar de pensar "nessas coisas" e livramos-nos de todo e qualquer vestígio de pensamento mais sombrio ou depressivo. Não sei até onde é benéfico pensar na morte, a ideia não é acharmos que podemos morrer subitamente a qualquer momento, mas, a negação eterna não será a melhor opção.
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