![]() |
| from wikipedia |
A evolução encarregou-se de nos programar para sentir desconforto quando alguém estranho se aproxima demasiado, talvez um instinto de defesa ou protecção. As amígdalas são as grandes responsáveis, pequenas estruturas na base do cérebro envolvidas no processamento das emoções, tal como ficou descrito em vários estudos sobre o assunto.
É interessante observar que a dimensão da "bolha" varia consoante as culturas (os latinos sentem-se mais confortáveis com distâncias mais curtas que os americanos por exemplo) e factores como origem rural ou urbana das pessoas. Nas cidades, há bem mais situações em que é inevitável andar no meio da multidão, não há outro remédio senão ficar habituado ou mais insensível às "violações" do espaço pessoal. Por outro lado há circunstâncias em que estamos mais pré-dispostos a ficar mais próximos de estranhos ou semi-conhecidos sem disparar o alarme, tal como em momentos de convívio e descontracção nas saídas nocturnas. Contudo o facto de estarmos pré-dispostos a abdicar de alguns centímetros não significa que nos pareça normal/seja confortável estar colado a um estranho, a não ser claro que haja o factor álcool a moderar as interacções.
A distância a que duas pessoas conversam numa situação natural é um bom indicador do tipo de relação que há entre os dois. Varia à medida que se conhece melhor a outra pessoa, que se ganha confiança, se são do mesmo sexo ou do sexo oposto e se há interesse uni ou bilateral em envolvimento intimo. Quando lidamos com estranhos, somos mais permissivos a pessoas do mesmo sexo (pelo menos entre mulheres) e se for um animal de estimação (com ar pacifico) ou uma criança é possível que a aproximação para lá dos "limites" do espaço pessoal nos pareça natural.

Sem comentários:
Enviar um comentário