sexta-feira, 23 de março de 2012

As faces do Ácool

Há quem o refira como o produto de uma das primeiras reacções químicas a serem estudadas pelo Homem. Talvez por ser tão antigo, o seu consumo esteja tão enraizado na cultura da maioria dos países, é considerado uma droga de abuso legal. Está à disposição em diferentes tipos de bebidas, consoante o gosto, a ocasião e a finalidade. É socialmente aceite beber álcool até determinados níveis e nalguns casos pode até ser incentivado por questões médicas (o copinho de tinto à refeição), o segredo continua na quantidade e nas razões porque se consome. Ninguém vê grandes problemas no consumo de álcool em momentos de socialização, bebe-se pelo gosto, pelo efeito ou pela ocasião. Desde que a noção de limites/responsabilidade esteja presente nenhum grande mal vem ao mundo por isso. Haverá dias ou noites mais entusiasmados em que se está dispostos a testar um novo limite ou simplesmente deixa-se ir na onda para ver no que dá. Normalmente resulta em meia dúzia de figurinhas tristes que com sorte o protagonista nem vai lembrar, se for num ambiente mais ou menos controlado e em boa companhia, ficará meia história para contar um bela dor de cabeça no dia seguinte.

O verdadeiro problema, do meu ponto de vista, é quando a bebedeira pura se torna demasiado frequente, quando, se perde o controlo completo, quando passa a ser uma necessidade e um pré-requisito para a noite "resultar", seja lá o que isso signifique. Mas é óbvio que há questões bem mais importantes que daí podem resultar, uma simples bebedeira ou apenas 2 ou 3 copos pode ser o gatilho para muita coisa, inclusive os tão relatados acidentes de viação, já para não falar nos efeitos a longo prazo.

As noticias dos últimos tempos relatam que o consumo desenfreado de álcool ou aumento do numero de alcoólicos, tem-se revelado um desfio ao sistema de saúde no Reino Unido, ao ponto de considerarem necessário adoptar novas medidas que ajudem a reduzir o seu consumo. Para além dos perigos imediatos do elevado consumo de álcool, há consequências a longo prazo, há um preço. É engraçado pensar na evolução do tipo de consumo, há quem beba para aquecer, para desinibir, para divertir, para esquecer e para cair para o lado.


Este video no Youtube resume alguns dos efeitos do álcool no organismo, nomeadamente no cérebro, algures entre a componente didatica e de responsabilização.

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