De um modo geral há apenas 3 questões que importa apurar numa entrevista de emprego: se o candidato tem as competências necessárias para o cargo (hard and soft skills), se o trabalho se adequa ao candidato (ou seja se ele se vai sentir realizado e se vai querer dedicar-se ao seu melhor nível), e se o candidato tem uma personalidade/feitio passível de ser suportado pela restante equipa/empregador. Haverá certamente várias formas de apurar as respostas, mas numa altura em que toda a gente partilha tudo e mais alguma coisa de livre e expontânea vontade com o seu grupo de amigos e não só, algumas empresas começaram a perceber que era uma oportunidade a não desperdiçar.
Começaram por se interessar por sites pessoais e perfis no facebook. As politicas de privacidade aumentaram e já há quem ache aceitável pedir o nome de utilizador e a palavra pass para dar uma olhadela, como foi o caso reportado por Justin Bassett. A história pode ser lida aqui ou aqui. O facebook não parou de evoluir desde que apareceu e está cada vez mais eficiente a reunir e organizar todo o tipo de informação sobre aquilo que gostamos, fazemos ou pensamos. Claro que cada um é livre de lhe dar o uso que bem entende, embora não falte por aí gente sem noção do potencial da informação que lá disponibiliza. Por outro lado é claramente um abuso de poder por parte de quem faz a entrevista de emprego, que quer saber muito mais do que aquilo que é necessário para o efeito, e o candidato, enquanto entrevistado pode não estar assim tão a vontade em por à disposição de análise pormenores da sua vida pessoal que pouco ou nada terão a ver com o seu profissionalismo e capacidade de trabalho. Afinal é isso que está em causa, certo? Há uns tempos falou-se na necessidade dos jovens (no caso referiam-se aos americanos) mudarem de nome na altura da transição da vida académica para a laboral, de forma a não comprometerem as suas hipóteses de arranjar trabalho, eu começo a achar que têm é de criar vários perfis conforme o tipo de trabalho a que querem concorrer, quem sabe pode ser um factor de impacto positivo na entrevista, ou então também podem pensar duas vezes antes de fazer asneira ou partilhar demasiada informação, o que seria revelador de alguma inteligência.
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