segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mentiras

Ontem foi dia das mentiras ou dos enganos. Dizem os entendidos que contar uma mentira é dar informações falsas, sabendo que são falsas, com intenção de enganar ou iludir quem as ouve. Por que raio há um dia das mentiras? Reconhecimento da sua existência, sentido de humor, talvez.

Dizem que não há verdades absolutas, talvez também não haja mentiras absolutas. O que é que nos leva a dizer uma verdade em vez de mentir? Segundo Friedrich Nietzsche é mais cómodo, pois a mentira exige invenção, dissimulação e memória. A mentira é uma construção, depois de iniciada é necessário alimentá-la, cobri-la devidamente. Por outro lado, todos mentimos, às vezes é mais fácil, melhor aceite, são chamadas mentiras brancas e são desculpabilizadas pela sociedade e pela nossa cultura. Até certo ponto é aceitável não dizer exactamente a verdade quando a intenção é proteger um bem maior. A subjectividade deste argumento dá margem de manobra para quase tudo. Aliás até certo ponto estamos tão habituados às pequenas mentiras que a sinceridade pura é considerada rude, antipatia.

Depois há ainda as mentiras com único intuito de enganar, de dissimular as reais intenções. A mentira pode servir apenas como forma de atingir os fins e a maioria das vezes, serve apenas quem a conta. Há mentira na politica, na religião, na economia, nas famílias e nos relacionamentos.  Assumir a verdade implica coragem, respeito por si e por quem nos ouve, é uma forma de lealdade, a base da confiança. Contudo o acto de mentir só está completo quando alguém acredita, quando alguém alinha na história que está a ser contada, implica cooperação.

Mais ou menos intuitivamente reconhecemos sinais que denunciam a mentira, nem sempre os movimentos corporais acompanham as façanhas do cérebro e das palavras, tal como Pamela Mayer refere na sua conferencia.


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