terça-feira, 24 de abril de 2012

Novo paradigma do turismo sexual

Discovery news


Em 2050, Bairro da luz vermelha, sexo com prostitutas andróides livres de doenças sexualmente transmissíveis. Fim do tráfico e exploração sexual imposta a mulheres/crianças trazidas da Europa Oriental e total controlo governamental dos preços, horas de trabalho e serviços sexuais é a visão futurista de dois investigadores da Nova Zelândia publicada no artigo "Robots, men and sex tourism". Ao que parece estas novas máquinas sexuais já estão a ser conceptualizadas e daqui a uns anos estarão a revolucionar o sector do turismo sexual. Haverá igualmente diversidade de etnias, de corpos, idades, língua e habilidades sexuais, tudo pensado ao pormenor para máxima satisfação dos clientes.


Para muitos, sexo é considerado uma necessidade básica e se há pessoas que satisfazem essa necessidade de forma socialmente aceite, há quem procure e esteja disposto a pagar por mais. Eu tenho alguma dificuldade em compreender (e aceitar) algumas das práticas em que assenta o turismo sexual, nada contra quem cobra por um serviço que escolheu prestar, mas a partir do momento em que não é um voluntário, mas imposto por organizações dedicadas ao efeito ou motivado pela pobreza e desespero extremo, há um desrespeito pela dignidade humana.

Há várias razoes que movem o turismo sexual e levam as pessoas (maioritariamente homens) a viajar e pagar por sexo em países estrangeiros, entre as quais a busca de aventura acompanhada de algum sentimento de culpa e vergonha. Daí a necessidade de procurar sítios fora da própria comunidade, onde o anonimato é assegurado. Eventualmente será também mais barato e fácil de alguém disposto a cumprir os seu desejos. Com os robôs há a desculpabilização do acto, a "traição" é com uma maquina e não com uma pessoa e para alem disso foram especialmente desenvolvidas para o efeito não havendo aproveitamento de condições desfavoráveis. Por outro lado tenho algumas duvidas que um robô seja capaz de estar à altura do desempenho de uma pessoa, já para não falar que impossibilidade de cumprir um dos aspectos básicos de um acto sexual entre dois seres, sentir e proporcionar prazer. Não tenho as hormonas, nem o perfil do publico alvo a quem se dirige esta tecnologia, neste momento não me vou arriscar a fazer previsões, vou apenas esperar para ver.

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