Há várias doenças que podem resultar em insuficiência renal e consequente necessidade de hemodiálise ou preferencialmente transplante. A quantidade de dadores e dificuldade em encontrar compatibilidade fazem com que a lista de espera varie entre 5 a 10 anos, na maioria das vezes tempo demais. Nalguns casos há familiares/amigos interessados em doar um rim ao doente, mas mesmo dentro da família, podem não ser compatíveis. A oportunidade surgiu quando alguém decidiu doar um rim a um desconhecido. Este acto, juntamente com o cruzamento de informação médica entre doentes e possíveis dadores permitiu que se iniciasse uma cadeia de transplantes de rim com efeito dominó, como representado na figura (retirada deste site).
| |||||
| http://www.uclahealth.org/images/news/TransplantIllustration-2.jpg |
A cadeia da dadores tem como objectivo aumentar o numero de dadores, permitindo que as pessoas que quisessem doar um órgão a um familiar ou amigo mas não fossem compatíveis, pudessem doar a outro doente em troca de um órgão compatível para o seu familiar. Inicialmente precisa de um dador voluntário, mas a partir daí propaga-se em efeito dominó até ao ponto em que o ultimo receptor não tenha ninguém conhecido que possa doar um órgão em troca, por razões médicas por exemplo, terminando assim a cadeia. Pelo meio, é necessário o cruzamento de informação para encontrar possíveis receptores e dadores de forma a permitir o maior numero de transplantes. Neste caso foram 30 transplantes, com 60 pessoas envolvidas, tudo isto em alguns meses. Este novo modelo de "gestão" de órgãos, aliado a novas técnicas de transplante, menos invasivas, permite diminuir drasticamente o tempo necessário para encontrar um dador compatível.
O principio de funcionamento do plano é simples e os benefícios óbvios. Hajas pessoas capazes de iniciar cadeias como esta, quer pela parte do planeamento e execução quer pela doação de órgãos, neste caso, um rim.
Sem comentários:
Enviar um comentário