Há dias que nos sentimos iluminados, o cérebro simplesmente não se cansa de calcular as hipóteses, as probabilidades, as razoes e todas as justificações para resultados inesperados. Há dias em que nos apetece mudar tudo os que nos aparece à frente, ditar as nossas regras, fazer com que a nossa voz seja ouvida, mesmo aquela que normalmente preferimos esconder.
Para mim, partilhar ideias é uma forma eficaz de as organizar, de libertar espaço para novas ideias e encerrar pensamentos e memórias menos úteis ou interessantes. E há dias em que o meu pensamento transborda de ideias e opiniões prontas a serem partilhadas, mas nem sempre parece ser a altura ou a pessoa ou a ideia indicada para o momento. Por que não escrevê-las? Por que não parti-lha-las de forma livre, independentemente da altura, da pessoa ou da ideia em causa? Parece-me uma boa ideia!
A ideia dos mundo paralelos surgiu ontem, ou há uns tempos atrás quando tive conhecimento da teoria que defende a sua existência. Na altura fiquei fascinada com essa possibilidade embora ainda lhe reserve algumas duvidas, ontem enquanto relembrava memorias de infância com o meu irmão percebi que lembramos vidas diferente, como se tivéssemos vivido em mundos paralelos. E eu que pensava que tínhamos partilhado tanta coisa! Afinal até os mesmos acontecimentos podem deixar uma historia diferente em pessoas diferentes. È incrível como as nossas emoções, as historias previas e acontecimentos posteriores podem ter uma influencia tão grande naquilo a que chamamos memoria. Este facto não é novidade para mim, não é dificil encontrar situações sentidas e vividas de forma completamente diferente pelas pessoas que a vivenciam, é algo inevitavel mas ao mesmo tempo espantoso.
Escrevo este blog para me libertar de pensamentos, não sei se algum dia terão interesse algum para as pessoas que por acidente aqui passem. Peço desculpa desde já se for o seu caso, mas a liberdade de escrever sem um proposito que não termine em mim é demasiado aliciante.
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